
Recomeçar...
Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar¨
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo...
Sofreu muito neste período: Foi aprendizado...
Chorou muito: Foi limpeza de alma...
Ficou com raiva das pessoas: Foi para perdoá-la um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes: É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou em tudo que estava perdido: Era o início de tua melhora...
Onde você quer chegar...Ir alto...Sonhe alto...Queira o melhor do melhor...Se pensamos pequeno, Coisas pequenas teremos...Mas se desejamos fortemente o melhor... E, principalmente, lutarmos pelo melhor...O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo.
E não do tamanho da minha altura.
(Carlos Drummond de Andrade)
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A onda passou por cima de mim, um gole... apenas um, da água salgada e torturante, para que eu sentisse tamanha dor e certeza de que estava doente. O preço a pagar estava sendo alto demais. Preparei-me com vontade, sem medo, pronta pra ser livre... livre do câncer, livre do tratamento, livre do incômodo de me sentir assim... mas nada se compara ao que senti... a primeira golfada daquela água salgada, me tranpôs pra realidade... nua e crua... eu estava sozinha, eu estava doente, eu precisava de cuidados médicos... eu estava frágil, estava terrivelmente debilitada...
Doeu... minha cabeça pareceu explodir, minhas glândulas tireoidianas simplesmente incharam, ou melhor, o que sobraram delas... o veneno entrou em mim... e foi arrasando com qualquer malignidade que teimou em existir...
Fui pra cama, deitei-me, fechei os olhos e dormi... sono repentino, sono chapado, sem sonhos... e dor...
Não reclamei, não gemi, nem chorei... a força que teimoava habitar meu ser não permitiu que eu caísse, não ali, não naquele momento.
A água salgada, chamada iodo, varreu meu corpo e me tornou uma bomba de radioatividade... cuidados extremados a partir de então. Tudo que eu toquei e por onde passei contaminou-se... ninguém pôde se aproximar... reclusão total... 24 horas assim.
Rolei-me na cama, li, reli, pensei, repensei, nada me interessou, nada me fez esquecer... da dor, do momento, dos porquês...
Vim embora, e os cuidados permanecem... nem um abraço em meu filho, nem um afago, nem um beijo, nenhum tipo de carinho... ficar longe, mais de um metro de qualquer ser vivo... usar coisas separadas, ficar em ambientes separados... tudo se contamina com minha presença. Definitivamente, isso dói.
Quando se percebe que o que vc é ou o que vc pode fazer contamina... a dor rasga profundamente tua alma e teu coração.
É momentâneo, eu sei, assim como as ondas do mar... salgadas e geladas... esse momento vem e vai ... vem e irá pra bem longe... mas não consigo pensar no longe... só no momento, no agora... o que sinto é real, é agora, é já...
Solidão machuca...
Dor incomoda...
Impaciência habita em mim...
RECOMEÇAR... essa é a luz, e sei que está lá... lá longe... daqui a uma semana, meu corpo não estará mais radioativo, e quem sabe, minha alma mais acalentada... enquanto isso, estou reclusa em mim... presa dentro da minha própria casa; minha liberdade me foi roubada, roubada por uma doença silenciosa e terrivelmente cruel, mas que será mais uma vez vencida. Minha ânsia de viver e recomeçar é muito mais forte do que qualquer coisa.
RECOMEÇAR... fazendo o que é certo, vivendo do meu jeito, deixando pra trás pessoas que ilustraram meu passado... superando a sensação de coisas mal acabadas... deixando pra trás sentimentos de culpa, de medo, de raiva... que apenas se transformam em mais dor...
RECOMEÇAR... porque a vida é breve demais para qualquer outra bobagem...
VITA BREVIS...
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E ... estarei pronta pra mais uma aventura...
CARPE DIEM...
Bjus
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A onda passou por cima de mim, um gole... apenas um, da água salgada e torturante, para que eu sentisse tamanha dor e certeza de que estava doente. O preço a pagar estava sendo alto demais. Preparei-me com vontade, sem medo, pronta pra ser livre... livre do câncer, livre do tratamento, livre do incômodo de me sentir assim... mas nada se compara ao que senti... a primeira golfada daquela água salgada, me tranpôs pra realidade... nua e crua... eu estava sozinha, eu estava doente, eu precisava de cuidados médicos... eu estava frágil, estava terrivelmente debilitada...
Doeu... minha cabeça pareceu explodir, minhas glândulas tireoidianas simplesmente incharam, ou melhor, o que sobraram delas... o veneno entrou em mim... e foi arrasando com qualquer malignidade que teimou em existir...
Fui pra cama, deitei-me, fechei os olhos e dormi... sono repentino, sono chapado, sem sonhos... e dor...
Não reclamei, não gemi, nem chorei... a força que teimoava habitar meu ser não permitiu que eu caísse, não ali, não naquele momento.
A água salgada, chamada iodo, varreu meu corpo e me tornou uma bomba de radioatividade... cuidados extremados a partir de então. Tudo que eu toquei e por onde passei contaminou-se... ninguém pôde se aproximar... reclusão total... 24 horas assim.
Rolei-me na cama, li, reli, pensei, repensei, nada me interessou, nada me fez esquecer... da dor, do momento, dos porquês...
Vim embora, e os cuidados permanecem... nem um abraço em meu filho, nem um afago, nem um beijo, nenhum tipo de carinho... ficar longe, mais de um metro de qualquer ser vivo... usar coisas separadas, ficar em ambientes separados... tudo se contamina com minha presença. Definitivamente, isso dói.
Quando se percebe que o que vc é ou o que vc pode fazer contamina... a dor rasga profundamente tua alma e teu coração.
É momentâneo, eu sei, assim como as ondas do mar... salgadas e geladas... esse momento vem e vai ... vem e irá pra bem longe... mas não consigo pensar no longe... só no momento, no agora... o que sinto é real, é agora, é já...
Solidão machuca...
Dor incomoda...
Impaciência habita em mim...
RECOMEÇAR... essa é a luz, e sei que está lá... lá longe... daqui a uma semana, meu corpo não estará mais radioativo, e quem sabe, minha alma mais acalentada... enquanto isso, estou reclusa em mim... presa dentro da minha própria casa; minha liberdade me foi roubada, roubada por uma doença silenciosa e terrivelmente cruel, mas que será mais uma vez vencida. Minha ânsia de viver e recomeçar é muito mais forte do que qualquer coisa.
RECOMEÇAR... fazendo o que é certo, vivendo do meu jeito, deixando pra trás pessoas que ilustraram meu passado... superando a sensação de coisas mal acabadas... deixando pra trás sentimentos de culpa, de medo, de raiva... que apenas se transformam em mais dor...
RECOMEÇAR... porque a vida é breve demais para qualquer outra bobagem...
VITA BREVIS...
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E ... estarei pronta pra mais uma aventura...
CARPE DIEM...
Bjus